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Estudo de Capacidade de Suporte ETEs na Região Metropolitana de Maceió

  • 21 de fev.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de abr.

A RegiĆ£o Metropolitana de Maceió (RMM) engloba diversos municĆ­pios que se desenvolveram as margens de corpos hĆ­dricos da regiĆ£o. O maior destaque, Ć© o CELMM – Complexo Estuarino Lagunar MundaĆŗ-Manguaba, que possui serviƧos ecossistĆŖmicos que vĆ£o desde a manutenção de biota aquĆ”tica para pesca e o lazer em suas Ć”guas calmas, atĆ© a diluição de efluentes lanƧados de forma desordenada pelas aglomeraƧƵes urbanas no seu entorno.


A RMM vem recebendo atenção recentemente, assim como outras Ôreas do Brasil, pela privatização (parcial ou total) dos serviços de saneamento, principalmente os sistemas de abastecimento de Ôgua e sistemas de esgotamento sanitÔrio. Desta forma, espera-se que em um futuro próximo os lançamentos de efluentes que, historicamente ocorrem de maneira desordenada, sejam regularizados e mantenham a saúde ambiental dos corpos hídricos existentes na região.


Desafio

O desafio do estudo foi avaliar condições hidrodinâmicas e de qualidade da Ôgua em diversos corpos hídricos da região, desde rios de pequeno porte marcados por intermitência ou obstÔculos ao escoamento até o CELMM, um grande corpo hídrico costeiro controlado pela dinâmica de maré. Os corpos receptores possuem características únicas que resultam em métodos específicos para sua avaliação. Para tanto, forma levantados dados em campo que permitiram caracterizar minimamente sua seção transversal, declividade, qualidade da Ôgua e vazão.


Abordagem TƩcnica

A metodologia adotada foi baseada em princípios consolidados da engenharia de recursos hídricos direcionada a Estudos de Capacidade de Suporte (ECS) ou Estudos Ambientais Simplificados (EAS) para Estações de Tratamento de Efluentes (ETE). Nesta aplicação, os dados levantados em campo foram complementados com um diagnóstico ambiental simplificado das condições da ETE e do corpo receptor, permitindo avaliações futuras quanto a capacidade de melhoria empregadas no sistema de tratamento/lançamento. Os corpos hídricos foram simulados utilizando ferramentas que respeitam suas características hidrodinâmicas, com rios sem controle hidrÔulico sendo simulados com o modelo QUAL-UFMG e o estuÔrio CELMM simulado com o modelo IPH-ECO.


Resultados e InterpretaƧƵes

Os resultados foram avaliados sob duas óticas diferentes, a depender do corpo receptor analisado. Os rios foram investigados com base em sua capacidade de autodepuração dos lançamentos avaliados, obtendo-se informações relevantes quanto aos possíveis impactos que os lançamentos podem causar no corpo receptor em termos de biota aquÔtica. Além disso, os resultados foram analisados de forma a avaliar se possíveis usos preponderantes da Ôgua no corpo hídrico seriam impactados, atualmente e num cenÔrio futuro de desenvolvimento da região. O CELMM foi avaliado com base na capacidade de renovação das suas Ôguas, uma vez que ciclos diÔrios de maré fazem com que o escoamento transite entre um domínio fluvial (rios que desaguam no CELMM direcionando suas Ôguas para o oceano) e um domínio oceânico (maré empurra/empilha a Ôgua do estuÔrio confinando-a em seus limites continentais). A dinâmica e força da maré é relevante a ponto de causar uma completa diluição, ou aumentar ainda mais a pressão nos processos de diluição do corpo hídrico.


Impacto e AplicaƧƵes

Este case reflete a atuação da EcoNumérica Engenharia em estudos avançados de hidrologia aplicada, modelagem hidrodinâmica e avaliação de impactos ambientais, integrando conhecimento técnico-científico com as demandas prÔticas do planejamento e da gestão de recursos hídricos. A experiência acumulada em sistemas costeiros complexos e em cenÔrios de risco hidrológico consolida a empresa como referência em anÔlises técnicas voltadas à redução de vulnerabilidades e ao aumento da resiliência hídrica.


Equipe e Parceiros

A equipe que desenvolveu o estudo foi formada pelos profissionais:

1 – JosĆ© Rafael Cavalcanti 2 – Eduardo Rodrigues 3 – Lucas Rodrigues 4 – Nathalia MagalhĆ£es 5 – Marianna Costa 6 – Brenno AyrĆ£o


Dados do Contrato

Ano: 2025

Contratante: Phyto | BRK



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