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EcoNumérica faz Estudo e Projetos para Obra-de-Arte-Especial (OAE) em Guajará-Mirim/Guayaramerín

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Na úmida Amazônia, onde as fronteiras entre Brasil e Bolívia se dissolvem nas águas turvas do Rio Mamoré, um projeto ambicioso de obra-de-arte-especial promete unir os destinos compartilhados. Guajará-Mirim, no coração de Rondônia, e sua gêmea boliviana Guayaramerín, separadas por um rio imprevisível, aguardam há décadas a concretização da megaponte binacional. A EcoNumérica Engenharia, empresa pioneira em hidrologia aplicada, assinou contrato para realizar o estudo hidrológico definitivo que garantirá a segurança da obra.


A região do Alto Mamoré, na fronteira Brasil-Bolívia, é um mosaico de biodiversidade e desafios humanos. Com mais de 1,5 milhão de km² na bacia do Madeira – da qual o Mamoré é artéria principal –, essa área abriga ecossistemas ricos, mas vulneráveis às variações climáticas. Guajará-Mirim, fundada em 1910 como posto avançado, e Guayaramerín, seu contraponto boliviano, formam um polo comercial binacional de cerca de 100 mil habitantes. No entanto, o Rio Mamoré, com seus 1.920 km de extensão, impõe uma barreira natural com seus ciclos e enchentes naturais.


Do ponto de vista hidrológico, o Mamoré é um rio de planície com baixa declividade (média de 0,02%), o que favorece aluviões extensos e inundações sazonais, principalmente entre dezembro e maio. Estudos do ANA e do SENAMHI boliviano registram cotas hidrométricas em Guajará-Mirim variando de 6 m (estiagem) a 12 m (cheia máxima). Essa dinâmica torna qualquer infraestrutura transfronteiriça dependente de estudos, modelagens e projetos precisos.


Em 2014 o rio Mamoré transbordou devido a chuvas excepcionais – 30% acima da média – agravadas pelo fenômeno El Niño. A cota em Guajará-Mirim atingiu 11,8 m, inundando 80% da cidade brasileira e afetando 50 mil pessoas. Em Guayaramerín, danos estimados em US$ 50 milhões destruíram casas, escolas e plantações de arroz e banana. Os impactos foram devastadores: 15 mortes confirmadas, deslocamento de 20 mil famílias e prejuízos econômicos de R$ 200 milhões só em Rondônia. A ponte existente, uma balsa frágil, colapsou sob a força das correntezas, isolando as cidades por semanas. O contrato abrange um escopo exaustivo:


1. Delimitação de Áreas de Drenagem: Usando SIG, mapear sub-bacias contribuintes a montante da ponte, identificando fontes de escoamento crítico.


2. Cálculo de Vazões de Projeto: Métodos probabilísticos (Gumbel, Log-Pearson Tipo III) para períodos de retorno de 100, 500 e 1.000 anos. Vazão de 100 anos estimada em 35.000 m³/s.


3. Modelagem Hidrodinâmica: HEC-RAS 2D simulando fluxos não estacionários, considerando geometria do rio e planície de inundação, bem como estruturas hidráulicas e obras de acesso.


4. Cotas de Cheia: Perfis longitudinais gerando níveis de água no rio Mamoré com e sem a presença da obra


5. Mapas temáticos: elaboração de mapas que demonstrem que a obra mitiga impactos e protege as comunidades locais.


Com mais de 50 projetos similares, a EcoNumérica Engenharia posiciona-se como referência em desafios hidrológicos e hidráulicos. Para potenciais clientes enfrentando desafios similares, a expertise comprovada em soluções, metodologia reconhecida e a capacidade de desbloquear projetos críticos de infraestrutura são diferenciais a considerar na escolha de parceiros.

mancha de inundação resultante de simulação hidrodinâmica bidimensional no rio Mamoré
Simulação de cheia no rio Mamoré.

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